Hoje,
depois de alguns dias, voltei aqui... Estava lendo o livro " A última
Carta" de Jojo Moyes...
Uma
fuga para esses meus pensamentos tão intensos... Esta Pandemia que nos
"paralisou" também contribui para que não consiga ocupar minha mente
com outras coisas que não seja você. Mas, eu tô tentando.... Fiz esta
promessa pra mim mesma e estou me esforçando...Acontece que você já faz parte
de muitas coisas em minha vida. É um cheiro, uma palavra, um gosto, uma música,
uma arte, um chá, uma risada, uma emoção, uma cor vibrante, um objeto, TUDO,
lembra você...
Os
meninos perguntam sobre e por você... Eles sentem falta de ouvir minhas risadas
quando falávamos pelo zap... Eu ainda não estou " resolvida" com você e
nem sei se vou...Porque não depende só de mim e, pelo visto, você não
quer ou já deu por encerrado tudo isto porque me bloqueou novamente no telefone...
( Você não faz ideia de como isto me angustia). E, mais uma vez a sensação que
me causa é de que "Decidem" tudo por mim. É certo que não posso
forçar uma presença, nem a minha nem a do outro, mas, quando "abandonam,
rejeitam ou excluem", já estão decidindo, certo?! Se você
simplesmente me exclui também perde a oportunidade de saber se estou
"mudando" com a situação, se estou aprendendo, evoluindo,
melhorando.... Você nunca saberá se eu continuei "forçando" ou se
"deixei ir"... Daí, concluo porque a depressão é um mal que só
cresce.... Estamos doentes e adoecendo as pessoas ao nosso redor. Não estou
falando isto pra você ou pra mim, mas, é o que acontece com a maioria das
pessoas. Somos maus. somos egoístas, somos orgulhosos... Quando não estamos
satisfeitos com alguma coisa ou algo não nos serve mais, simplesmente os
descartamos das nossas vidas... Sem ao menos tentar, sem dar uma chance, sem
buscar uma solução satisfatória para ambos. E daí usamos os velhos clichês:
" são ciclos, uns vem outros vão, ninguém é pra sempre, faz parte da
evolução, é livramento.... e por aí vai.
A
única que tem "autorização para tirar" sem aviso prévio é a morte.
Volto a repetir, NINGUÉM, é obrigado a ficar na vida do outro, mas,
uma vez que você chegou, entrou e tocou o coração de alguém, você tem que ter
um mínimo de decência ao querer sair. Acho de uma covardia enorme uma pessoa
sair da vida do outro sem avisar, sem conversar, sem deixar o outro ao menos se
despedir.... Sei que há casos e casos( e para alguns a melhor coisa a fazer é
sair e deixar tudo para trás mesmo), mas, estou falando do meu caso, das coisas
que me tem acontecido...
Sinto-me violada, defraudada, roubada
de mim mesma.
Sei
que o que nos aconteceu foi algo tão bobo que poderia ter sido resolvido numa
simples conversa, mas, eu fui negligente e você foi impulsiva. Eu despertei seu
ódio e você não vacilou em destilar este sentimento ruim aos quatro cantos.
Resolver esta situação de modo honesto implicaria em limpar toda a lama que foi
jogado em mim, certo? Implicaria também o meu comprometimento em não
"invadir" sua vida... Respeitar todos os limites... Parece fácil,
mas, eu sei que não é... E o que me entristece é que Nem TENTAMOS.
Sabe
o que posso dizer hoje é que ainda estou doída, mas entendo que, não
posso parar minha vida esperando que você "reconheça" o que fez
comigo. É claro que é o que quero, mas, já não tem toda aquela importância do
início.
Eu
não vou sair de onde estou: você tem meu contato e até meu endereço... Na
verdade, você tem o meu coração... e se quiser pode "voltar" pra mim,
pra nós... (enquanto estamos vivas ainda temos tempo). ...
Sempre
estarei aqui e te espero se você quiser, mas, não posso ficar parada... Tenho um coração gigante em amor e tem muita gente que daria tudo pra ter de mim a metade
da atenção e desse amor genuíno que eu dei pra você... (Quando eu era criança, Thereza sempre
dizia isto quando eu reclamava que alguma coleguinha não queria brincar
comigo). E é isto...
Meu
“coração” bobo" continua o mesmo... Se você voltar tudo bem... Se não
voltar, tudo bem também! Estou falando isto com toda a sinceridade que há em mim
(e com todas as lágrimas também) Eu fiz (e estou fazendo) a minha parte...
Minha consciência tem paz. Acho que é isto...
Por
hora, Tenho trazido à memória as coisas boas que vivemos: As trocas, as
confidências, os choros, as gargalhadas, as intimidades e até os conselhos que
eu sei que foram todos muito bons. Não posso negar que tivemos momentos
maravilhosos e até confesso "Nunca fui tão feliz"...
Não
quero esquecer a "pessoa" que conheci... Não quero que esta
"pessoa tão cheia de raiva de mim" seja MAIS FORTE que a
"pessoa boa" que até alguns meses atrás chamei de mãe.
Independente
do que nos aconteça agora ou amanhã, quero pensar ou lembrar-me de você sem o
peso, sem a amargura, sem a decepção...
Porque
meu coração não merece cultivar esses sentimentos e, por tudo o que vivemos, eu
não posso ACREDITAR que em você só restou desprezo por mim.
Scheilla Lobato