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segunda-feira, 24 de outubro de 2022

Relato sobre a Síndrome de Tourette...



É certo que os Estudos apontam que a ST inicia-se na infância e adolescência, mas, também que pode manifestar-se em qualquer fase da vida. Fellipe aos 23 anos, ano passado, foi diagnosticado com a ST. Este ano fez 24 anos. E estamos na luta. Mas, o caso dele é bem raro, porque não foi o diagnóstico que veio tarde, como nos casos comuns de diagnóstico tardio, mas sim, a manifestação da Síndrome é que deu-se "mais tarde".
Fellipe não apresentou na infância ou adolescência algo que pudesse sequer suspeitar da síndrome, digo, as características mais evidentes para um diagnóstico ou mesmo suspeita, não apareceram.
A Síndrome de Tourette sempre esteve lá, mas, era como se estivesse adormecida. No entanto, ano passado, ele começou num quadro depressivo e de ansiedade que levou à manifestação da síndrome. Os tiques motores e vocais "explodiram"e após uma bateria de exames para descartar ou mostrar outras "possibilidades" fechou-se o Diagnóstico da Síndrome de Tourette.
Cada caso é um Caso, preciso REFORÇAR isto, portanto, uma avaliação minuciosa com um Especialista precisa ser realizada. Fellipe nunca antes havia apresentado algo fortemente característico da ST, porém, como nas imagens, desde criança ele sempre esfregou o nariz ( associávamos à alergia pois tem bronquite, sinusite) e as vezes fazia umas caretas suaves ( mas, isto é algo peculiar aos Silveiras- família do pai- quem convive com eles, sabe do que estou falando, rsrs)... Tais comportamentos, já eram da Síndrome de Tourette ( hj sabemos disso), mas, nunca foi algo que incomodou ou atrapalhou seu convívio social e desenvolvimento.
Hoje, a Síndrome está evidente, os tiques motores e vocais acentuados, o TOC e Depressão vieram juntos na bagagem, MAS, estamos LUTANDO... RESISTINDO...TRATANDO.
Porque a Síndrome de Tourette NÃO anula quem FELLIPE é... E além de ser MUITA "coisa", ele é também Meu FILHO.
Scheilla Lobato

Diagnóstico...

 Quando um filho recebe um Diagnóstico, todas as pessoas da casa "recebem" também. É certo que as maiores batalhas e enfrentamentos, as noites em claro, os choros e as dores SERÃO daquele filho diagnosticado, MAS, é impossível ser família e sair ILESO diante de uma nova realidade assim.

Um Diagnóstico abala, desestrutura, muda toda uma rotina, muda toda uma história.
Ele fortalece laços e une, mas, separa e afasta também.
Ele assusta, apavora e amedronta sim e traz desesperança.
Aaaah! Até a "bagunça" começar a ser arrumada aqui dentro do peito, a gente "desacredita" sim, e tá tudo bem! Porque somos humanos, temos sangue e emoções correndo nas veias; nossa fé esmorece e fica abalada sim!
Uma casa que recebe um Diagnóstico, precisa ser Cuidada, acolhida, amparada e amada. Porque o chão abre sim, o teto também cai e as paredes trincam de um canto ao outro.
A gente não Desiste sabe!
A gente se agarra na fé!
"Segura na Mão de Deus e vai"...
A gente não perde a Esperança.
Mas, receber um "Diagnóstico" é como ser colocado em um Campo Minado onde a certeza que se tem é que "tem bombas espalhadas por todos os lados".
A gente não Desiste sabe!
Mas, tem dias que TUDO é tão
CANSATIVO....
que a única coisa que a gente queria ouvir é:
"Pode passar tranquilo, sem medo, sem preocupação.
Não tem mais campo minado, as bombas foram todas desarmadas."
Scheilla Lobato
P.S: Se não puder ajudar, apenas Ore por famílias diagnosticadas. Você pode até pensar, mas, não conseguirá sentir o peso do que elas estão enfrentando e nem imaginar, se não for PELO coração.
Acolha sem julgamentos e tenha empatia...
E só!



Gente "Dura"...

 Tem gente que é "dura" com a gente ou a gente que é "mole" demais... Mas, é uma dureza que nos ensina a olhar a vida co...