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sábado, 26 de novembro de 2022

Aracruz... Que dor!

 Chego em casa, beijo meus filhos... Agradeço.

Cheguei, estou bem, estou VIVA.
Mas, poderia não ser assim. Poderia ser na 'minha' escola. Eu poderia ter sido o alvo.
Agradeço, mas, também choro consternada, porque NINGUÉM merece sair de casa para trabalhar ( ou estudar) no lugar que , depois da nossa casa, deveria ser o LUGAR mais seguro para se estar e, Não voltar mais... Nunca mais.
Como explicar para um pai e mãe, namorado, esposo, filhos, irmãos, que você estava trabalhando ( estudando), DENTRO da escola e, de repente morreu?
"Foi uma queda? Infartou? Convulsionou até morrer? Foi um mal súbito?"
NÃO!!!!
Alguém Invadiu a escola e sem dar tempo para nada saiu atirando pra todos os lados e vitimou fatalmente aquele "ente querido."
Quem elas eram?
Mulheres,
Professoras,
Aluna,
Filha, mãe, esposa, namorada... Era gente como a gente.
Infelizmente esta não é a primeira tragédia dentro de uma Escola e, oxalá fosse a última, mas, não é.
O que fazer então?
Exigir mais segurança?
Ações públicas e políticas efetivas?
Clamar por justiça?
Fazer manifestações exigindo Valorização e Respeito à vida?
Simmmm...!! Tudo isto deve ser feito e é válido sim.
Mas, HOJE, o grito fica embargado na dor que chegou pra essas famílias.
O clamor silencia diante da tristeza desse LUTO.
A tragédia se mistura com o medo.
O coração Lamenta e fica apertadinho porque Sente toda essa angústia e incerteza também.
Não sabemos o que "motivou" todo este crime...
Mas, nada justifica tanta atrocidade.
Eu cheguei em casa agora... Também estava na escola.
Olho de novo para os meus filhos e Choro "descontroladamente"... Agradeço...Ainda que triste...
Estou VIVA.
Mas, poderia ter sido eu a não voltar pra casa hoje com vida.
Scheilla Lobato
Hoje não quero Gritar por Justiça..Não me interpretem mal...!.(amanhã a gente faz isso)
Hj só quero Respeitar a dor dessas famílias.

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